Vamos eliminar a confusão logo no início. Em 2026, o termo correto é FDS ou Ficha com Dados de Segurança.
FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos) foi o nome durante muitos anos, mas foi oficialmente substituído.
Sua função era comunicar os riscos de um produto, suas propriedades perigosas e as instruções quanto ao manuseio, transporte, armazenagem e emergência.
Tudo isso está mantido. Mas, a partir de julho de 2023, o documento passou oficialmente a ser chamado de FDS no Brasil.
Por que a FISPQ foi substituída pela FDS?
A mudança ocorreu com a publicação da ABNT NBR 14725:2023, norma que atualizou o sistema brasileiro de classificação, rotulagem e documentação de produtos químicos.
Com a revisão, passou-se a adotar oficialmente o termo FDS.
O objetivo foi alinhar a terminologia brasileira ao padrão internacional SDS (Safety Data Sheet), utilizado globalmente.
Tanto a antiga FISPQ quanto a atual FDS são baseadas na norma internacional GHS.
Porém, a FDS surgiu baseado na 7ª edição revisada do GHS, a qual é mais atualizada.
Vale reforçar que o GHS (Globally Harmonized System) é o sistema global criado pela ONU que define como os perigos químicos devem ser classificados, comunicados e apresentados nos documentos de segurança.
Ele garante que os riscos sejam interpretados da mesma forma, independente do país ou do fornecedor.
Baseado no GHS, a norma brasileira trouxe algumas mudanças:
| Aspecto | FISPQ | FDS |
| Nomenclatura e padronização | Sigla utilizada no Brasil até julho de 2025 | Nova sigla oficial, alinhada ao termo internacional SDS (Safety Data Sheet) |
| Base normativa | Versões anteriores da ABNT NBR 14725 | ABNT NBR 14725:2023 |
| Conteúdo técnico | Pode não contemplar as atualizações do GHS | Conteúdo atualizado conforme exigências mais recentes do GHS |
| Rotulagem | Regras anteriores de rotulagem | Exigência de frases de perigo (H) e precaução (P) atualizadas |
A estrutura do documento, no entanto, permanece organizada em 16 seções obrigatórias, mantendo a lógica já conhecida no ambiente industrial.
FDS é uma certificação?
A FDS não é uma certificação, nem um selo de qualidade.
Na verdade, este é um documento técnico obrigatório de comunicação de perigo, previsto em norma, que funciona assim:
- Quem emite: fabricante, importador ou fornecedor do produto químico;
- Quem deve exigir: empresas que utilizam o produto;
- Validade: não há prazo fixo, mas a FDS deve ser atualizada sempre que houver novas informações relevantes ou mudanças legais
Aqui há um ponto de atenção: se um produto ainda chega acompanhado de uma FISPQ, o problema não está no nome em si, mas no fato de que o prazo de transição terminou em julho de 2025. Logo, o item pode estar fora das normas.
Isso reforça a importância de verificar se o conteúdo está atualizado e em conformidade com a norma vigente.
O impacto da mudança de FISPQ para FDS na rotina industrial
A alteração de FISPQ para FDS vai além da terminologia. Ela afeta diretamente:
- Auditorias internas e externas;
- Treinamentos de segurança;
- Padronização documental;
- Tomada de decisão em situações de risco.
A substituição visa superar gargalos. Com uma documentação mais clara, é possível:
- Reduzir ruído;
- Evitar retrabalho;
- Aumentar a previsibilidade.
Estar atualizado evita correções de última hora e discussões desnecessárias com fornecedores ou auditores.
Como a CAQ garante conformidade e segurança
A CAQ atua como fornecedor de insumos químicos com foco técnico e responsabilidade operacional, garantindo que produto e documentação caminhem juntos.
Todas as Fichas de Dados de Segurança (FDS) podem ser acessadas gratuitamente: acessar documentos FDS.
Para conhecer as matérias-primas fornecidas em conformidade com a FDS, certificações de segurança e controle de qualidade, baixe o guia de produtos da CAQ.

